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Pare de olhar apenas para o custo por lead

Foto do escritor: Branch Digital Approach
Branch Digital Approach
25 de ago.
2 min de leitura

Deixe eu te economizar algumas horas de análise: um lead barato pode ser um lead caro.


Parece contraditório.


Mas é um dos erros mais comuns na análise de campanhas de mídia paga.


A empresa investe R$ 1.000, gera 200 leads e comemora:

"Nosso custo por lead foi de apenas R$ 5."


Ótimo.


Mas quantos desses 200 leads realmente tinham interesse?


Quantos responderam?


Quantos viraram oportunidades?


E, principalmente:

quantos compraram?


É aí que a história muda.


off sales

CPL não é o resultado. É apenas uma parte da história.


O custo por lead (CPL) é uma métrica importante.


Ele mostra quanto você está pagando, em média, para gerar um novo contato.


O problema começa quando ele passa a ser tratado como o principal indicador de sucesso da campanha.


Imagine duas campanhas:


Campanha A

Campanha B

Investimento

R$ 1.000

R$ 1.000

Leads

200

50

CPL

R$ 5

R$ 20

Vendas

2

10

Qual campanha você escolheria?


Se olhar apenas para o CPL, provavelmente a primeira.

Se olhar para o negócio, a segunda é claramente mais interessante.


O lead mais barato não necessariamente é o lead mais valioso.


O algoritmo também pode encontrar o que você pede


Existe outro detalhe importante.


Se você otimiza uma campanha exclusivamente para gerar leads baratos, a plataforma vai procurar pessoas com maior probabilidade de realizar aquela ação.


Mas isso não significa necessariamente que essas pessoas sejam as melhores clientes para sua empresa.


Você pode acabar atraindo:

  • pessoas curiosas;

  • contatos sem orçamento;

  • usuários fora do perfil;

  • leads que nunca respondem;

  • pessoas interessadas apenas em preço.


A campanha pode parecer excelente no gerenciador de anúncios.

E estar péssima para o comercial.


O que realmente deveríamos acompanhar?

O caminho precisa ser mais longo:

Anúncio → Lead → Oportunidade → Venda → Receita


Por isso, além do CPL, vale acompanhar métricas como:


Taxa de qualificação: quantos leads realmente fazem sentido?

Custo por oportunidade: quanto custa gerar uma oportunidade comercial?

Taxa de conversão: quantas oportunidades viram clientes?

CAC: quanto custa conquistar um cliente?

ROAS/ROI: quanto o investimento está retornando?


A métrica mais importante depende do modelo de negócio, mas existe uma regra simples:

Não adianta otimizar o começo do funil e ignorar o final.

Um lead de R$ 50 pode ser melhor que um de R$ 5


Essa é a parte que costuma incomodar.


Se um lead de R$ 5 nunca compra e um lead de R$ 50 gera uma venda de R$ 5.000, qual deles realmente custou mais?


O número isolado não responde.


Contexto responde.


É por isso que campanhas de performance precisam ser analisadas em conjunto com o processo comercial.


Marketing gera oportunidades.

Vendas transforma oportunidades em receita.

E a análise precisa conectar os dois.


O objetivo não é gerar leads baratos


É gerar bons negócios.


Essa diferença parece pequena.

Na prática, muda completamente a maneira como uma campanha é planejada, segmentada, criativada e otimizada.


Então, da próxima vez que alguém disser:

"Conseguimos reduzir o CPL em 40%."

A pergunta talvez não devesse ser:

"Como vocês fizeram isso?"


Mas:

"E o que aconteceu com as vendas?"


Porque no final do dia, o anúncio não paga a conta. O cliente paga.


 
 
 

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